Políticas de migração em Portugal e na Itália: Serviço Social e integração de menores não acompanhados.
Data de início e término
2018 - 2020
Investigadora Responsável
Profª. Doutora Maria Irene Carvalho
Equipa de Investigação
| Nome do Investigador | Filiação Institucional |
| Isabella Paoletti |
Research Center of Social Intervention |
| Maria Irene Carvalho |
CAPP/ISCSP, Universidade de Lisboa |
| Helena Teles |
ISCSP, Universidade de Lisboa |
| Carla Ribeirinho |
Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade |
Instituições parceiras
| Conselho Português para os Refugiados | Portugal |
| CRIS - Centro de Ricerca e Intervento Sociale | Itália |
| Research Center of Social Intervention |
Resumo do Projeto
Os refugiados constituem um grande desafio para os governos, em particular, os menores não acompanhados e as crianças separadas. Estas representam um grupo de risco que necessita de proteção especial. Os menores não acompanhados são crianças e adolescentes geralmente com menos de 18 anos de idade que não têm o apoio de pelo menos um adulto com autoridade parental (EUROSTAT, 2018). Na Europa, em 2017, havia 31800 pedidos de asilo de menores não acompanhados (EUROSTAT 2018). Estudos recentes descrevem a experiência e as dificuldades envolvidas no crescimento de uma criança desacompanhada e desacompanhada (Bryan & Denov 2011; Curtis et al. 2018).
Este projecto analisa algumas das principais políticas, relevantes para a intervenção do Serviço Social, em Portugal e na Itália, para a proteção de refugiados, com especial atenção aos menores não acompanhados. Pretende-se analisar os caminhos da integração nos dois países destacando o papel dos assistentes sociais nesse processo. Para além disso pretende-se discutir criticamente os caminhos para inclusão, serviços e recursos, ativados nos dois países para proteger os direitos das crianças e promover seus melhores interesses.
Em particular, o estudo problematiza o aparato de migração institucional (Dahinden 2016) baseado em processos de categorização étnica. Estudos recentes (Bowen & Kalir 2013) estão questionando a categorização étnica como estática. Dahinden (2016) propõe “desmigrantizar” o tema da migração e da integração. Com base na literatura etnometodológica sobre análise de categorização de membros (Sacks 1992) e trabalho de identidade étnica (Day 1998; Moermann 1988), problematizamos o trabalho de categorização e sua influência na produção do aparato institucional migratório.
A ideia é entender até que ponto as políticas e a intervenção social na área dos menores não acompanhados são influenciadas por conceitos étnicos.